maio 02, 2018

Mãeeeeee preciso de colo! Paiiiiii me coloca pra dormir?

Desde que fiquei a conhecer o método Ferber – que sugere não adormecer o bebê no colo – coloco todos os dias a minha filha bem abraçadinha a mim, em nossa cama até ela dormir. E que seja assim por toda a minha vida. Se faz mal ao bebê enchê-lo de mimos e criar essa dependência? Vou dar a minha opinião ok? NÃO!!!

Eu fui criada com excesso de mimos. Aí você pensa: “aaaah tá explicado ela se achar a última bolacha do pacote (de chocolate SFF)” …tens toda a razão! …hahaha
Continuando, até os meus 11 anos só conseguia dormir se o meu pai deitasse comigo. Quando pequena, pulava pra cama deles aos fins-de-semana, e ficava no meio. Brincávamos de “hot dog”, eu era a salsicha. Não acontecia sempre, porque às vezes a porta tava trancada, eles diziam que estavam a conversar uma coisa muito importante…Yap! Na minha época chamavam-lhe de ‘conversa’! …Hahaha

Bom, eu cresci dormindo com eles sempre que me apetecia e… nunca parei. Nunca?!!! Nunquinhaaaaaaaa! Vou partilhar com vocês algumas histórias, afim de poder mostrar a importância desses mimos, ao meu ver, claro. Onze anos atrás, quando retornei a Portugal, os meus pais moravam cá. Cheguei de manhã, foi um vôo cansativo já que eu tenho medo de avião (isso é outra história), almoçamos bacalhau à Brás que eu tanto tinha saudades e logo a seguir deitei ao lado do meu pai e dormimos bem agarradinhos…aaaah que sensação tão boa, estava em porto seguro! Nada nem ninguém poderiam me entristecer, o meu pai estava lá para, no final do dia, deitar ao meu lado, apenas isso, deitar ao meu lado…

Anos depois, eles voltaram para o Brasil e quando os fui visitar, dormi todos os dias com eles. Na época, eu tinha 33 anos e havia acabado de me divorciar, estar no meio deles me fez tão bem, voltei para o meu Portugal amado, com as energias renovadas. Ano passado foi diferente, a minha mãe passou um mês cá em casa. Já no primeiro dia perguntou se eu podia dormir com ela, pois estava a precisar de ‘cheirinho de filha’. Bora lá, que cheirinho por cheirinho, o da minha mãe acalma qualquer “tempestade”.
Pois é minha gente, mimo é uma coisa que nunca faltou desde que nasci, e foi mesmo em excesso. Se me prejudicou, em nadaaaaaa! tenho 40 anos e sou uma adulta com a cabecinha no lugar, bem resolvida e com memórias e histórias lindas para contar.

Como vocês sabem, eu sonhei a minha vida inteira em ser mãe, vi as minhas amigas e amigos, irmãos e familiares a terem filhos e eu só ficando pra titia né!!!!!!!!!!! Por isso, agora minha querida amiga seguidora, quero te contar a Isabella vai levar com um dose de amor, carinho e mimos descomunal até os seus 40, 50 e tantos anos que eu esteja por cá.

Colo? Também! Que fique dependente do meu colo, tal como eu sou dependente do colo dos meus pais, até hoje.

Que chore, que faça birras porque queria aquela boneca… coisas de meninas mimadas como eu! Mas que saiba que a cama dos pais é o lugar mais seguro quando tiver pesadelos ou em noites de tempestade. Que queira o meu colo quando cair de bicicleta, quando tiver a primeira decepção amorosa, quando for demitida, quando descobrir que, infelizmente às vezes, a injustiça vence.

Que queira o meu colo e muitos beijinhos quando começar a andar, que aguarde ansiosa o meu sorriso e abraço quando me contar que teve uma nota alta na escola, quando for pedida em casamento e quando descobrir que está grávida… Ah! Não contei né? A minha mãe estava em Lisboa quando …fui à casa de banho e resolvi fazer um teste de gravidez. Nossaaaa, eu tava já gravidérrimaaaaaa, deu positivo em questão de segundos! E lá corri para os seus braços com o teste na mão para abraçá-la e cobri-la de beijos e perguntar: Mãe, e agora faço o que?! Ao que ela, bem básica respondeu: ‘Nada filha, espera nascer!’ Hahaha

Amor, tudo se resume em amor! O tempo não volta e anda mais depressa do que queríamos. Você sabe do dia de amanhã? Eu não faço ideia do que me espera! Por isso vou cair de boca nos mimos, que cresce de boa na mesma!

E agora você leu esse texto e diz: “Ah que lindo, ela tá naquela fase boa que a filha ainda é bebezinha. Deixa só chegar a adolescência para ela ver!” …Então aqui vai a minha dica, eu fui um adolescente mega chata, enjoadinha, achando que sabia tudo e que os meus pais estavam sempre errados, até eu quebrar a cara e ouvir “eu te avisei”. Mas sabe de uma coisa, mesmo nessa fase in-su-por-tá-veeeeeel, eu amava quando a minha mãe chegava e me contava alguma história engraçada da minha infância, quando dava por mim está com a cabeça em seu colo a rir.

Vai mãe, força aí! Dá um pulinho no quarto da tua cria e conversa de boa, conta-lhe alguma história engraçada que termine com ela no teu colo. Filha/o vai ser sempre filha/o e mãe vai ser sempre só uma, você!

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